terça-feira, 24 de fevereiro de 2015


Ei, cristão! Seja socialmente responsável!

As diversas experiências que todo cidadão tem no seu cotidiano mostram, cada vez com maior firmeza, a necessidade de seu envolvimento com as questões sociais e políticas de sua cidade,bem como de seu estado e país. Diante disso, surge a questão: O crente deve envolver-se em tais questões, mesmo sabendo que não é deste mundo, mas um cidadão do céu? A resposta é sim. O crente deve ser responsável na sua conduta diária, não somente atentando para a vida espiritual, mas também para a sua cidadania e responsabilidade enquanto residente da terra, uma vez que o próprio Jesus, na sua última oração enquanto homem, não pediu a Deus para que nos tirasse da terra, mas que nos desse a sabedoria para viver nela. Cabe ressaltar que o projeto de Deus para o ser humano não foi mantê-lo onde os anjos habitam, mas no nosso
planeta, criado especialmente para nós (Gênesis 1.26-28) e que Cristo, depois da queda de Adão e Eva, veio nos remir dos pecados, para que pudéssemos herdar a Nova Jerusalém, que Ele mesmo edificou para todos os que o amam (Apocalipse 21.1-4; João 14.1-4). Ou seja, hoje temos um país e um mundo sob nossa responsabilidade e, no futuro, teremos novos céus e terra para cuidar. Deus quer um povo zeloso (Tito 2.14) e conhecedor da lei, assim como o apóstolo Paulo foi conhecedor tanto da lei mosaica, quanto da lei romana (Atos 22.1; 25.8-12).

Deus, através da sua palavra e dos profetas, sempre educou o seu povo e o ensinou a ser responsável e conhecedor das leis que regiam o seu país. A primeira manifestação (de que temos conhecimento) de um código civil, direcionado ao povo israelita, são os Dez Mandamentos, a lei mosaica. O decálogo, além de representar uma aliança entre Deus e
Israel, configurava uma maneira de manter organizada e em bom funcionamento toda a nação escolhida por Deus para lhe representar na terra. Tocamos, aqui, num ponto importante: Assim como os descendentes de Abraão, somos representantes de Deus no nosso planeta. Por isso,
devemos regular com muito cuidado a nossa maneira de viver, pensar e agir, porque somos embaixadores do Rei dos reis. É importante que sejamos pessoas responsáveis, que obedeçamos às nossas leis municipais, estaduais e federais, mesmo porque a Bíblia nos diz que isso é nossa obrigação (Romanos 13.1). Não fosse a responsabilidade social algo importante para Deus, Ele não teria instituído juízes, como Samuel e Sansão, para zelarem pelo cumprimento da justiça e das leis em Israel. Isso nos mostra que, além de sermos cumpridores da lei, devemos fiscalizar e incentivar as pessoas a cumpri-la, porque disso depende a organização e a saúde do nosso país. Ora, o apóstolo Paulo certa vez disse: “Tudo em que há louvor e boa fama, nisso pensai” (Filipenses 4.8). Não é prazeroso conhecer alguém que cumpre as leis e anda corretamente?! Sejamos nós essas pessoas!

Até aqui percebemos o quanto é importante para nós e para Deus que cumpramos e incentivemos ao cumprimento das leis dos nossos estados, cidades e país, uma vez que elas são pensadas para que a República funcione bem para todos. Teoricamente, isso define bem a finalidade das leis criadas no senado, nas câmaras estaduais e nas câmaras municipais. Entretanto, sabemos que, na prática, muitas leis criadas visam ao privilégio de determinados estratos da sociedade em detrimento do todo e que muitas outras vêm para enfraquecer determinados grupos religiosos, como nós, cristãos. É fato que disso todos sabemos, pois a imprensa não nos deixa desinformados, no entanto, muitos ainda permanecem indiferentes.
Esses mesmos resmungam, dão lições de moral às suas famílias, mas nada fazem para mudar essa realidade. Mas, nós, como servos de Deus, portadores da sabedoria que vem do alto (Tiago 3.13-17), devemos estar envolvidos na política partidária; isso significa que é necessário entendermos melhor o nosso sistema político, o que deve fazer cada candidato eleito etc. Muitos ainda pensam que se envolver na política é se sujar com a politicagem, mas isso não é verdade. Não há somente políticos corruptos no nosso sistema democrático, pelo contrário, existem muitas pessoas, algumas servas de Deus, dispostas a cumprir suas funções executivas ou legislativas com esmero e austeridade de caráter. Cabe a nós pesquisar melhor as propostas e a história de cada candidato, o que demanda tempo investido e interesse pelo futuro da nação. Fique por dentro de todas as leis criadas, fiscalize cada representante do povo, assista a TV Senado, aprenda mais sobre economia, ajude, como verdadeiro cristão, na construção de um país e um mundo melhores. Dentre os heróis da fé, encontramos quatro jovens estudiosos e interessados no sistema político do país onde moravam: Daniel, Hananias, Azarias e Misael (Daniel 1.17-20). Sigamos o seu exemplo!

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